Arquetipos e Imagens Universais
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Hoje Senti Verão
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Frouxa Fuga
Em sua frouxa fuga pensou cair,
mas não houve queda.
2011 foi um ano rápido, mas que não passou depressa. A rapidez residiu na correria energizante entre aulas na pós-graduação, pesquisa e leitura para a monografia e a organização da exposição das fotos. Agora neste mormaço calmo que se aperta entre um ano e outro me sinto como se flutuando entre o passado e o futuro. Essa inatividade é agridoce. É bem-vinda após a finalização dos trabalhos, porém me lança inquieta nesse esperar para ver.
Nessa flutuação sem rumo certo ando de um lado para outro como alguém impaciente a espera do próximo ônibus. Gasto as solas e não vou a lugar algum. Troquei os lençóis da cama, as fronhas dos travesseiros e mudei a cama de lugar. Janeiro é de dias ensolarados e para imaginar como o pé de flamboyant em frente ao terreno da estação de rádio ficaria lindo em uma fotografia. O pé de bouganville da vizinha sob a luz do meio da tarde também pede uma foto. Não faço nada e entre essas árvores em chamas continuo flutuando entre cochilos.
Em um desses sonos desnecessários veio à mente desligada essa partícula de poema que escrevo meio epígrafe. Não fui de 'derrière' ao chão nesse ano que passou. Não tropecei em meio a correria. Fiquei de pé. Agora que me sentei para folhear álbuns com fotos antigas e experimentar sapatos novos me dei conta que só viro a cabeça para o vermelho: flamboyants e bouganvilles. Minha cor favorita é azul.
Estou entediada. Não vejo a hora de me levantar.
2012....esse ônibus que não chega.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Na madrugada com o Photoshop
O sono não chegava e com a cabeça tão acessa como uma lâmpada lancei-me a brincar com uma foto preto e branco postada no Facebook. Photoshop noite à dentro dá nisso.
Original

sexta-feira, 15 de abril de 2011
Antônia

Não abriu os olhos ainda,
Mas sabe que amanheceu.
Inspira profundamente,
ato espontâneo, normal,
mas que diferente de outras vezes,
faz sentir-se bem, mas de um jeito melhor.
Sabendo, sem saber, que tudo vai dar certo.
Com mãos além das mãos
vai e abre a primeira janela
e de assalto tomando o coração
escancarado se estende o mais
perfeito dos dias.
É a placidez a procura de uma
certa palavra, uma determinada
cor, pois quer falar e vestir-se
para passear.
19h42
15 abril 2011
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
O melhor dia de todos os dias

Ametista de líquido perfeito
onde se banham os sonhos
capturava em transe a todos
que ousavam olhar.
Todos os caminhos verdes
curvavam-se entre si
desenhando estranho e
harmonioso escuro.
Era o último de todos os lugares
onde pés vivos moveriam
a paz azul turquesa.
Enfileiradas, todas as formas de tristeza
construíam a entrada para
o ingresso de suspiros gêmeos.
No melhor dia de todos os dias
o Sol deslizava pelas folhas
e a brisa secava devagar
os cabelos molhados.
Braços flutuantes doíam com
a ausência pavorosa de todas as
pessoas que não sabia, mas amava.
Foi neste paraíso solitário
que a recusa do ar
enfim calou Eco.
domingo, 3 de outubro de 2010
Para a brisa
(English Version on the comments' space)
Vai a moça e ficam as cores
Esquece pensando na chuva
Estas curvas molhadas de asfalto
doente não incentivam a viagem.

Correta concentração
nos semáforos
Vidro e luzes contam
o que ninguém quer ouvir
Guarda a cabeça que fica
presa ao meio-dia.
O dia longo no redemoinho
de segundas vias
convidam suspiros invertidos
de pura exaustão.
Eu deveria ter ido ao banheiro
antes de fechar o portão.
05.abril.2010 -19h50
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Antes que eu esqueça

Poema
meio estranho de palavras comuns.
Voltas sem retorno às horas passadas,
vagar furtivo em imagens que não estão mais.
A caçula cresceu,
A do meio casou.
Um José se foi,
Um José chegou.
Uma mãe tornou-se avó
e a tarde na foto desbotou,
virou verão de janelas abertas
e cheiro de lençol secando ao sol.
Guarda-roupas mudam de tom,
cadeiras abraçam em novos formatos.
Lembranças são tais que quebram
e conquistam.
Apertam e lançam ao ar
beijos, assobios,
cabelos, folhas
e danças.
06.março.2010 - 21h00


